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Vida


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Bloco de texto
 
“Todo homem tem o direito de duvidar de sua tarefa; e de abandoná-la de vez em quando; a única coisa que não pode fazer é esquecê-la. Quem não dúvida de si mesmo, é indigno- por que confia cegamente em sua capacidade e peca por orgulho. Bendito seja todo aquele que passa por momento de indecisão.” Disse o Anjo à Elias. (2006,O Monte Cinco).

Procurei por todos os lugares e por muito tempo um motivo de existência, uma missão, uma razão pelo qual a vida pudesse valer a pena. Quando me cansei de procurar, repousei, e encontrei no me própriox interior o que muitas vezes achei que viesse de fontes externas.

Todos nós sabemos que a vida é passageira, rápida e as vezes traiçoeira a ponto de quando acharmos que é começo estarmos no fim, e quando definimos o fim, ser apenas o começo.

Minha história se mistura com a de milhões de pessoas que tiveram  a oportunidade de transformar suas vidas. Nascido no Paraná, Cascavél, no ano de 1.977, meus pais com a promessa da “terra dos sonhos” mudaram para uma pequena cidade de Rondônia, Região Norte. No início dos anos 80, a perca do meu pai com uma doença tropical comum na região (malária) trouxe um estágio indesejável, mas imensamente desafiador e empreendedor.

Sem nenhuma estrutura financeira, nem parentes, minha mãe, eu e mais três irmão mais velhos, estando o mais experiente com doze anos de idade, nos aventuramos a sobreviver nas linhas do destino traçados pelas escolhas que fizemos.

As primeiras evidências de profissionalização minha veio aos 07 anos de idade, onde para retirar o dinheiro necessário para compra dos primeiros cadernos, chinelos e brinquedos, me dei o “luxo”de empurrar sobre o calor escaldante da região norte os primeiros carrinhos modernos de sorvete, feitos com placas de gelo.

Me lembro que várias foram as vezes que cheguei ensangüentado em caso por uma hemorragia do nariz provocada pelo calor. Esses fatores enfatizam que todos nós podemos conhecer o resultado do homem, mas realmente poucos compreendem os números das equações da vida.

Aos treze anos saímos de uma cidade menor, Colorado d’ Oeste e mudamos para Vilhena, ainda no estado de Rondônia. Essa mudança me ofereceu a possibilidade de destacar nos estudos e participar de um projeto da Polícia Militar para crianças carentes (Guarda Mirim) que representa uma fase importante na formação do meu perfil profissional e pessoal. Saindo dos extremos, tive a oportunidade de aos 15 anos ser o primeiro colocado na região em um cargo de Menor Aprendiz do Serviço de Apoio no Banco do Brasil, como disse o dono do Supermercado onde trabalhava na época “ o Elias não é tão burro quanto parecia”, nem levei isso como um preconceito, infelizmente natural.

Minha experiência bancária extendeu até aos 17 anos. Posterior vivi um tempo no Mato Grosso, e retornei a Rondônia  em média de 01 ano depois onde comecei minha carreira como Docente de Formação Profissional na área de informática e as vezes administrativa no SENAC da cidade de Vilhena.

Depois de dedicar várias anos ao SENAC de Rondonia, e realizando vários cursos em São Pauo e Rio de Janeiro, achei que era o momento de ousar um pouco mais. Foi quando decidi morar em Goiânia.

Em Goiânia , com uma pasta com mais de cinqüenta certificados, no começo tive os desafios de vender cartões telefônicos que colecionava e livros de minha própria biblioteca para alimentar. A mudança pode ser para melhor, mas ela tem um custo.

Hoje,  depois de milhares de pessoas que já participaram de cursos e palestras, e centenas de empresas que já cresceram de alguma forma com uma integração nossa, percebo que tudo mudou, mas muita coisa continua do mesmo jeito. Trocamos os desafios, mas não deixamos de criar e ser protagonista de um filme que a cada cena nos traz mais emoção, ação,  até momentos de terror, mas que no fundo é uma comédia. 

Estou feliz, não só pelo que fiz, mas pela liberdade que Deus me dá a cada dia de fazer diferente. Tenho uma filha linda de 13 anos. Uma esposa maravilhosa,  dois irmãos que ainda moram em Rondônia, e um longo caminho a percorrer.

Nossos sonhos são pautados pela nossa capacidade de continuar a andar. Quem mira alto, sabe que terá um monte a subir. Quem é mediano, anda com menos  cansaço. Quem deseja descer possui sempre milhões de motivos que o empurram,  sem necessitar nenhuma ação ele simplesmente deixa se levar pelo tempo.

O bom da vida não é o que ela nos oferece. É o que oferecemos à ela. 




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